Há momentos em que não é recomendável ou simplesmente não dá vontade de usar uma máquina como a 5D2 + lente, seja pelo peso e volume ou simplesmente porque chama muito a atenção. Nos últimos anos tenho usado uma pequena câmera Fuji para esses momentos, no entanto sempre à espera que aparecesse uma solução melhor mas com um tamanho não muito maior. Este ano apareceram duas máquinas baseadas na mesma tecnologia e que na minha opinião preenchem esse espaço: A Panasonic GF1 e a Olympus EP-1 e a mais recente evolução EP-2.

Depois de ler inúmeras opiniões sobre ambas, optei pela GF1. Ao longo deste post podem ver algumas das primeiras imagens que tirei com ela, apesar das condições do tempo não andarem a permitir grandes obras de arte. As imagens foram todas capturadas em cerca de 10 minutos, entre duas chuvadas. A primeira impressão que tive quando a vi foi muito positiva. A qualidade de construção parece ser muito boa e é realmente pequena, considerando que no fundo é uma SLR (é possível usar diferentes lentes, etc). O tamanho é apenas um pouco maior do que a compacta Panasonic LX3. A máquina não tem visor óptico, apenas o LCD. Para mim é o principal problema e por isso estou seriamente a pensar comprar o visor electrónico que é opcional. Dizem que não é brilhante mas sempre é melhor que nada. Esse visor coloca-se na sapata do flash. Outra coisa a que tenho que me habituar é à forma de pegar na máquina. A superfície é plana e de um material um pouco escorregadio, sendo por isso algo difícil segurar a câmera de forma firme.

Em relação a lentes, a GF1 aceita todas as que façam parte do formato micro 4/3. Pode ser comprada com uma lente 20mm f/1.7 (a minha opção) ou então com uma 14-45mm, mais versátil mas que no entanto contraria de certa forma a ideia de ter uma máquina compacta. De lembrar que o formato micro 4/3 tem um factor de conversão de 2x. Isto quer dizer que a 20mm é de facto uma 40mm e que a 14-45 é uma 28-90.

Em relação à qualidade de imagem, pelo que tenho visto é excelente em condições de luz boa e sempre que usado um valor ISO baixo. Até ISO 400 está tudo muito bem e mesmo em ISO 800 não é muito problemático. A partir daí mais vale estar quieto. Isto deve-se ao tamanho do sensor que embora seja bem maior do que o de uma compacta, é menor do que os sensores da maioria das SLR. É interessante também a opção de escolher o formato em que se fotografa. Pode seleccionar-se entre 4:3 (formato nativo das câmeras com sensor 4/3), 3:2, 16:9 e 1:1. Acho especialmente interessante o formato 16:9 para paisagens. Claro que pode sempre cortar-se as imagens mais tarde mas esta selecção prévia evita o trabalho.

O preço é um pouco alto…acho sinceramente a máquina cara para quem procure um equipamento para primeira escolha. O valor varia entre os 800 e poucos euros se fôr comprada lá por fora ou os 900 e poucos se fôr comprada numa loja portuguesa. Há opções mais completas e por menos dinheiro. Acho mesmo a Panasonic GF1 mais direccionada a um mercado de fotógrafos que já possuam equipamento profissional (maior, mais pesado) e que queiram algo mais compacto para ocasiões especiais.
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