Arquivo | Janeiro, 2010

iPad

28 Jan

Ontem segui com bastante atenção o lançamento do novo tablet da Apple, chamado de iPad. A ideia de um dispositivo daquele gênero que me permitisse dispensar o portátil nas viagens era excelente. No final acabei um pouco desapontado. Não que eu não ache que o dispositivo possa ser excelente para determinadas tarefas…simplesmente não satisfaz as minhas necessidades. Para mim o grande problema é ele funcionar com base no sistema operativo do iPhone/iPod e não com o OS X que equipa os portáteis. Isso impede desde logo as utilização de programas como o Photoshop, o que impede desde logo a preparação de imagens no terreno. Conclusão: Não sendo possível dispensar o portátil, seria apenas mais um dispositivo para transportar, quando hoje em dia o necessário é transportar cada vez menos coisas devido às restrições nos aviões.

Penso que o iPad poderá ser muito bom para ler revistas ou jornais…com todas as capacidades multimédia que tem…e também para email e web, embora o facto de não ser compatível com flash impeça a visualização de muitos sites, ainda mais na área da fotografia. Da mesma forma que deve ser um excelente aparelho para ver filmes. No entanto, o seu uso como ferramenta para o fotógrafo é extremamente limitado. Deve dar um excelente portfolio electrónico…mas é um pouco caro para ser só isso. Vamos ver a que preços chega cá. Nos States é 499 dolares o mais barato e 829 o mais caro.

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Canon 85mm F/1.2 L

19 Jan

Esta lente não é para todos, desde logo pelo preço astronómico…mas também porque é uma objectiva de uso muito limitado para muitos tipos de fotografia. No entanto, aquilo que ela faz, faz melhor ou pelo menos tão bem como qualquer outra…e quando falo de qualquer outra, falo de todas as lentes, qualquer que seja a marca. A 85mm L é do mais próximo que existe a uma lente perfeita. Além de ter um bokeh fantástico e de ser muito mas mesmo muito nítida, a sua abertura f/1.2 aliada à capacidade de ISOs altíssimos nas minhas 5D2, praticamente transforma a noite em dia e permite tirar fotos em condições de luz quase impossíveis.

Canon 85mm f/1.2 L montada numa Canon 30D

A minha ideia inicial era comprar a Zeiss 85mm f/1.4…no entanto os testes que tenho visto juntamente como os comentários que tenho lido, afastaram-me um pouco desta opção. Quando usada na sua máxima abertura, a qualidade deixa bastante a desejar, especialmente para vidro com a marca Zeiss. E apesar de custar quase metade da Canon, ainda é muito dinheiro para uma lente que está longe de ser opticamente perfeita e que não tem focagem automática.

Canon 5D Mark II com Canon 85mm F/1.2 L

Em cima está uma foto que tirei ao meu computador só para mostrar como é a profundidade de campo nesta lente. O uso ideal da Canon 85mm f/1.2 L é mesmo em situações em que queremos desfocar ao máximo tudo menos o motivo principal e/ou em situações de pouquíssima luz. Neste momento ainda não tenho nada que valha a pena mostrar e que demonstre de forma clara a capacidade da lente mas a próxima sessão fotográfica que fizer vai ser exclusivamente com ela.

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Bibble 5, finalmente!

10 Jan

Mais ou menos ao mesmo tempo que eu comprava a Panasonic GF1, saiu a versão 5 do Bibble…com mais de um ano de atraso em relação à data prevista. O Bibble 5 é apenas mais um dos conversores RAW disponíveis no mercado. Para mim a sua principal qualidade é a rapidez mas o programa tem muitas funcionalidades e opções, sendo mesmo uma escolha muito válida para quem procura algo diferente do Lightroom ou Aperture. Para já o principal problema é a quantidade de bugs que ainda tem mas com o tempo eles têm tendência para desaparecer. É também uma das poucas opções para quem usa Linux. Está disponível em Windows, Mac e Linux.

Usei o Bibble 4 há uns anos e estou neste momento a explorar esta nova versão, em especial com as imagens da GF1. Uma nova opinião mais fundamentada fica para mais tarde.

Miramar – Panasonic GF1, processado com Bibble 5

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E o grande vencedor é…

6 Jan

Michel Zylberberg com a seguinte resposta:

Em 2005 acabei a faculdade no Brasil e no mesmo ano estava finalmente vencendo a depressão. Eu tinha tomado um tiro no pescoço alguns anos antes e sempre encarei de frente as batalhas da vida. Em 2005 decidi largar tudo e tentar a vida na Australia, o que acabou mudando meu destino por completo. A foto escolhida representa todas essas barreiras que enfrentei e tambem traz o belíssimo mar australiano, que para mim significa o amor da minha vida que encontrei por lá, a minha atual esposa italiana. Quando nos conhecemos em Manly Beach, faziamos pique-niques em praias assim, intocadas e misteriosas. A galeria Australia mexeu muito comigo, mas a foto da segunda coluna e terceira linha é como um retrato da minha vida. Me vejo ali, feliz como nunca havia sido, com a minha alma gemea e toda a paz que o mundo possa proporcionar.

Great Ocean Road, Austrália

Está assim entregue a cópia número 1 do meu livro. Esta participação, muito mais do que uma resposta, é uma história de vida e destacou-se das restantes.

Muito obrigado a todos os que participaram. Outras brincadeiras do gênero irão acontecer no futuro. O livro estará à venda em www.mauriciomatos.com dentro de alguns dias.

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Panasonic GF1

4 Jan

Há momentos em que não é recomendável ou simplesmente não dá vontade de usar uma máquina como a 5D2 + lente, seja pelo peso e volume ou simplesmente porque chama muito a atenção. Nos últimos anos tenho usado uma pequena câmera Fuji para esses momentos, no entanto sempre à espera que aparecesse uma solução melhor mas com um tamanho não muito maior. Este ano apareceram duas máquinas baseadas na mesma tecnologia e que na minha opinião preenchem esse espaço: A Panasonic GF1 e a Olympus EP-1 e a mais recente evolução EP-2.

Depois de ler inúmeras opiniões sobre ambas, optei pela GF1. Ao longo deste post podem ver algumas das primeiras imagens que tirei com ela, apesar das condições do tempo não andarem a permitir grandes obras de arte. As imagens foram todas capturadas em cerca de 10 minutos, entre duas chuvadas. A primeira impressão que tive quando a vi foi muito positiva. A qualidade de construção parece ser muito boa e é realmente pequena, considerando que no fundo é uma SLR (é possível usar diferentes lentes, etc). O tamanho é apenas um pouco maior do que a compacta Panasonic LX3. A máquina não tem visor óptico, apenas o LCD. Para mim é o principal problema e por isso estou seriamente a pensar comprar o visor electrónico que é opcional. Dizem que não é brilhante mas sempre é melhor que nada. Esse visor coloca-se na sapata do flash. Outra coisa a que tenho que me habituar é à forma de pegar na máquina. A superfície é plana e de um material um pouco escorregadio, sendo por isso algo difícil segurar a câmera de forma firme.

Em relação a lentes, a GF1 aceita todas as que façam parte do formato micro 4/3. Pode ser comprada com uma lente 20mm f/1.7 (a minha opção) ou então com uma 14-45mm, mais versátil mas que no entanto contraria de certa forma a ideia de ter uma máquina compacta. De lembrar que o formato micro 4/3 tem um factor de conversão de 2x. Isto quer dizer que a 20mm é de facto uma 40mm e que a 14-45 é uma 28-90.

Em relação à qualidade de imagem, pelo que tenho visto é excelente em condições de luz boa e sempre que usado um valor ISO baixo. Até ISO 400 está tudo muito bem e mesmo em ISO 800 não é muito problemático. A partir daí mais vale estar quieto. Isto deve-se ao tamanho do sensor que embora seja bem maior do que o de uma compacta, é menor do que os sensores da maioria das SLR. É interessante também a opção de escolher o formato em que se fotografa. Pode seleccionar-se entre 4:3 (formato nativo das câmeras com sensor 4/3), 3:2, 16:9 e 1:1. Acho especialmente interessante o formato 16:9 para paisagens. Claro que pode sempre cortar-se as imagens mais tarde mas esta selecção prévia evita o trabalho.

O preço é um pouco alto…acho sinceramente a máquina cara para quem procure um equipamento para primeira escolha. O valor varia entre os 800 e poucos euros se fôr comprada lá por fora ou os 900 e poucos se fôr comprada numa loja portuguesa. Há opções mais completas e por menos dinheiro. Acho mesmo a Panasonic GF1 mais direccionada a um mercado de fotógrafos que já possuam equipamento profissional (maior, mais pesado) e que queiram algo mais compacto para ocasiões especiais.

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